Análise crítica dos trípticos

Análise crítica | Trípticos


Análise do trabalho de: Amanda moura


1) Luz e sombra no papel

Dentro do pressuposto da composição de um tríptico, as imagens funcionam em conjunto a medida que contemplam a mesma paleta de cores, variando desde o preto até o branco, técnica, se valendo do uso das nuances da luz e sombra sob o papel, o uso compartilhado de um elemento "pontiagudo" e similaridade na sua composição. Acerca do último tópico, sob uma leitura mais pessoal das imagens, pode-se dizer que o foco do olhar ao contemplar cada imagem, ainda que de modos diferentes, vão de um ponto mais elevado da composição até a porção inferior, como pode ser apontado pelo esquema acima, no sentido de que existe uma hierarquia de elementos nas fotos, cujos destaques se concentram em maioria da metade para cima e se seguem até a parte de baixo, agregando a coesão entre elas. 

Percebo, porém, que ainda que haja esse diálogo entre as composições, não há uma relação de dependência entre elas, como se, caso uma ou mais imagens fossem retiradas, embaralhadas ou substituída por similar, não necessariamente haveria uma perda de valor no significado ou interpretação. Mas, considerando que esse fator não era uma exigência, isso seria apenas uma observação. 

Se tratando, por fim, da abstração, essa é alcançada pela idealização e técnica da montagem composicional a medida que não se captura uma objetividade da manipulação física do papel com iluminação sem o conhecimento desse contexto e uma análise meticulosa, assim, capturou-se uma imagem com contrastes que criam linhas curvas e retas regentes da sua dinâmica individual.


2) Luz, sombra e transparência

Em primeira análise, a disposição espacial das fotografias no slide chama a atenção pela escolha de uma hierarquia entre as próprias imagens, em que a central, orientada em modo paisagem, ocupa a maior parte da porção horizontal da "moldura", cuja escolha da cor cinza claro, inclusive, dá ainda mais destaque às fotos, evitando o brilho do branco e o peso do preto crus. Há, porém, certo desconforto provocado pela não simetria do posicionamento da última foto em relação às demais, intencional ou não.

De modo positivo, as três imagens formam um conjunto interdependente que agrega valor à composição total, se tratando das duas fotos da extremidade, cujos pontos de maior destaque aos olhos se opõem horizontal-verticalmente, ( como apontado pelas bolas laranja no esquema acima ) gerando um equilíbrio simétrico entre ambas, além de um sentimento de unidade e completude ( com início e fim ) ao "sanduíche" das imagens.

Se tratando do  efeito da técnica e elementos utilizados na obra, ainda que eu os desconheça, criam um efeito geral de nebulosidade, no sentido de uma luz difusa na percepção de diferentes intensidades dessa e a presença de diversas curvas e descontinuidades em seu curso, tudo isso considerando ainda a hierarquia entre cada elemento, em que observa-se não só o tamanho do detalhe como também a intensidade de seu contraste com os seus arredores, construindo uma riqueza em detalhes. Percebo, porém, que a primeira imagem, diferentemente das outras, possui uma difusão visivelmente mais acentuada, gerando certa assimetria dentro do conjunto.

 


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