Obras “não-objeto” + artistas cinéticos
fichamento pesquisas Não-Objeto
Foi possível analisar, após a pesquisa feita pelo grupo acerca da "Cybernetic Art" de Nicolas Schoffer, e a obra "O divisor" de Lygia Pape, que ambos, ainda que em suas diferenças de propostas e aplicação física, iniciam as suas idealizações com a construção de um objeto interativo e singular, que interagem e modificam o espaço, abertos às diferentes possibilidades de exploração, em que cada momento é diferente do anterior.
Assim, na produção de Schoffer, esculturas que empregavam movimentos mecânicos, luz e som em suas obras cineticas se preocupam de várias maneiras com a experiência do espectador com espaço e tempo, introduzindo termos como: "espaçodinâmicas", "luminodinâmicas" e "cronodinâmicas". Suas obras empregam , caracteristicamente, dispositivos de rotação, máquinas de som e telas nas quais padrões de cor e sombra em constante mudança são projetado. Os aspectos lúdicos e espetaculares de suas obras serviam ao objetivo de chamar a atenção do público e envolver o espectador por meio da participação nos processos criativos, de modo que cada aspecto aspecto físico do ambiente naquele instante modifica a experiência como um todo.
Já no caso de Lygia Pape, a colocação de uma construção coletiva, sem hierarquia, ampla e uniforme, de modo orgânico em um lençol de 30m quadrados estabelece uma permanente negociação coletiva, pautada em uma brincadeira sem regras estabelecidas nas ruas e parques da cidade, como uma coreografia espontânea, tirando a arte de espaços restritos em uma questão inclusiva, em que as pessoas são a arte e os artistas, assim, desassocia-se com os conceitos de moldura e base, o fundo da obra é o "mundo".
%2022.41.32_009162ff.jpg)

Comentários
Enviar um comentário