Teoria do Não-Objeto

 

     A partir da leitura do texto "Teoria do Não-Objeto", pude definir como diretrizes pessoais para a sua caracterização os fatores de:

 

- Identidade própria, independente de conceitos ou expectativas dirigidos aos objetos existentes
- Função indefinida mas não inexistente
- Abertura à vida real, de modo a não se prender à bases ou molduras delimitadoras do mundo da arte e o nosso mundo, ele está entre nós
- Caráter interativo, de modo que o espectador se torne participante de sua construção e transformações, na necessidade de "completar" a obra, evidenciando a dependência dessa matéria para com a atuação dos homens sobre si.
- Constante mutabilidade por sua interação com o mundo
    Assim, o não objeto de constrói como uma singularidade naquele espaço em que se encontra, de forma que poderia ser levado a outros locais sem prejuízo, mas ainda se integrando a esses ambientes, instigando uma ânsia exploratória, sem uma fixação de limites, que promove experiências e transformações à composição de modo efêmero. Todas essas características, que se diferenciam em peso das tradicionais formas de arte, seja por sua imposição conteplativa, distanciando-se do observador, a presença de base e moldura, que o isola do espaço levam ao contexto em que surgiram essas composições. Justamente em vista dessa diferença abrupta no modo de experienciar a arte, considerando a sua "tradição", o não-objeto foi possível a partir do início das chamadas vanguardas ao final do século XIX, na Europa, em que subvertiam alguns dos antigos valores da arte convencional. Uma delas, o Dadaismo foi uma das principais manifestações a realmente incentivar tais linhas de pensamento e produção. Assim, com o marco do modernismo no brasil, em 1920, surgiram vários artistas desse meio que contribuiram na exposição dos não-objetos no Brasil, tais como Lygia Clark e Hélio Oiticica. 

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